A cidade acorda com hálito de fritura fria e silêncio suado. O sol espreita os cantos como quem não quer ver, mas vê — o papel engordurado de um pecado carnal que antes ousávamos esconder mais…
Era uma rosa — mas não daquelas que se oferecem nos buquês chiques das grifes de estandarte. Era uma rosa espelhada, feita de reflexos partidos e vontades caladas…
Não restou ninguém. Apenas o tilintar da memória arrastando correntes no chão molhado da minha mente…
É um dia silencioso. Um desses que parecem pesar mais que os outros. É um dia em que eu não devia escrever, mas é a única maneira de expor minhas aflições…
A vida é um jogo, onde somos peças fundamentadas no tão famoso ganha x perde…
Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro…
Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro…
São vidas que dizemos perfeitas. Cheias de vitórias, glamour e conquistas. Mas foram construídas justo antes de a maré encher — e a natureza sempre é implacável…
Joguei os predicados na mala e os fiz pesar com velhas desilusões baratas…