Sempre gostei de ver o horizonte do caminho escolhido. Sempre pensei que aquela paisagem era a testemunha das minhas andanças…

As paisagens mudam de tempo em tempo. As placas indicam o destino, mas nunca o enredo do que está por vir. Cada um tem um olhar diferente sobre o mesmo plano. É algo muito mais de momento, do sentimento do agora, do que realmente a paisagem em si. É uma sensação não de liberdade, mas de euforia. É como se a estrada a frente fosse uma injeção de ânimo e que é infinita, pois os olhos nunca enxergam seu fim…

Há histórias escondidas, medos compartilhados, misteriosos destinos, incontáveis desejos. Há uma dezena ou mais de vidas perdidas, de sonhos interrompidos e de muitas promessas criadas e quebradas. Não é algo singular, mas que se repete, mudando as cores, idiomas e limites. Tudo fazendo parte de uma coisa só, mesmo que seja completamente diferente – em sua essência é igual. E sorte daquele que sabe desfrutar, sem medo de se perder, a sensação de dirigir e conhecer um novo destino, sendo passageiro fiel e mortal, de qualquer estrada que a vida te mostrar…