Depois de tudo, o que ficou foi o vazio de que fiz de tudo, mas não compreendi nada de ti…

As palavras ainda machucam. Seu egoísmo em esconder partes vitais e o descaso com o que contou, me fazem ainda ter náuseas. Faz o céu escurecer, mesmo estando sem nuvens. Faz as lembranças serem amargas e preparam um temporal amargo de tudo o que você me causou. Pelo tempo passado, eu refiz minhas prioridades, relevei atitudes e refiz caminhos tortuosos por você. Abdiquei muitas vezes de princípios. Abri mão de conhecer coisas novas para desfrutar de uma experiência que pensei ser boa para ambos. Inclusive, perdoando mentiras quando nem deveriam ter existido.

O que ganhei depois de tudo? Mais uma mentira. Cruel. Ácida. Insana e completamente infantil. Eu deveria saber que você seria inconsequente novamente. Mas eu confiei em você que foi a responsável por algo impensável. Um desrespeito não apenas para nosso relacionamento, mas uma parte nociva que me causa nojo de ter que presenciar, podendo levar a outros efeitos tão mesquinhos e pútridos que merecem a completa exclusão das memórias.

A ironia é que o nosso fim, mesmo você não aprendendo nada, foi em algo que você sempre me criticou e taxou como sendo eu o “responsável”, mas entenda que durante todo o tempo que estivemos juntos eu fui o que sempre te falei – Fiel, verdadeiro, seu e limpo. Talvez limpo seja a palavra certa aqui, porque a sujeira deixada por você no fim é tão intensa que mudei toda a vida novamente, para não ter que presenciar mais mentiras e podridão vinda de ti.