Uma porção de abraços e sorrisos melancólicos na saída do bar. Voltei para casa com o refrão certo na cabeça e a promessa que seria tudo igual…
Ainda lembro a última vez que nos vimos. Você estava com vergonha e escondia uma tristeza porque sabia que seria a última vez ali. Não só ali, mas seria a última vez que estaríamos nos vendo. Sempre soubemos que teria um fim, mas nunca nos preparamos como devemos para ele. É engraçado, mas só isso era muita coisa para se pensar…
Por anos fomos uma unidade heterogênea. Fomos amantes, amigos, confidentes, sorridentes, aventureiros, loucos e compartilhamos o que estava em nossas mãos. Os dias eram leves e sempre tínhamos o tempo como aliado para resolver toda incoerência das nossas vidas. E ele sempre resolveu…
O fato é que eu também não estava pronto e menti que aquilo tudo era um “até logo”, mas na verdade é que era sim um “Adeus”. A diferença de escrita é pouca, mas na prática é algo brutal e doloroso. Não queria admitir o fim que sempre soubemos, mas nunca havíamos desenhado.
Lembro que quando voltei para casa, criei uma lista de momentos que passamos juntos. Festas, viagens, visitas esporádicas, bebedeiras e loucuras responsáveis… Enumerei até onde minha memória lembrou e por uns três dias, revisitava a lista para incluir novos momentos. Mantive aquilo até o último dia antes de partir…
Queimei aquela lista e lancei pela janela vendo o vento consumir todas aquelas lembranças e sorri, pois quis desafiar o tempo para que ele estivesse errado. Mas ele estava certo. Hoje lembro partes daquilo, mas precisaria de ajuda para lembrar o resto.
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