Gosto quando o silêncio é quase palpável. Quase se pode sentir seu preenchimento no espaço aberto…
É naquele momento que sinto o significado de paz. Do se ouvir a própria respiração. Quando os pensamentos mais obscuros fazem melodia em sua mente e você consegue definir o certo do errado, o confuso do claro e até os sonhos das ilusões. É ali, com o silêncio presente, que tudo se faz mais claro e as ideias se fazem notar.
São poucos os momentos realmente assim. Quando a rua se cala. Quando parece não existir nada mais em movimento. Quando não há outro ruído a não ser os seus próprios e você contempla o cenário entendendo toda a complexidade que vivemos.
Pode ser apenas um efeito placebo, mas acalma até mesmo a depressão que me empurra para a insônia. Naquela máxima de brigas entre meus pensamentos e o sono necessário, me pego admirando algo tão presente em minha vida como o silêncio…
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