Há 4 anos que não tenho sua presença aqui. 4 anos que não tenho um abraço e um olhar, uma presença e a minha melhor companhia…

Outro dia chorei pela lembrança do seu último dia. A agonia latente de te ver sofrendo, a forma que você gritava. E era um grito não de dor, mas da angústia latente e de como algo te consumia por dentro. Lembro de que tinha certeza que o melhor era te dar o descanso final. Foram 15 anos que você estava sempre próxima de nós. 15 anos que você foi parte da nossa família e sempre nos alegrando. Mas falhei na hora e ainda me culpo pensando se deveria mesmo ser radical nisso. Mas isso vai ficar para o julgamento das minhas falhas…

Sempre que penso na sua ausência, me pego lembrando de algo tão perfeito que começo a chorar de rir. Suas bufadas, sua forma de chorar para o polvo, você em pé na pia pedindo mais comida e “acompanhando” a mamãe no almoço… Sei que você está próxima. Sei que sabe das minhas mudanças e das minhas angústias. Sei que já andou visitando por aqui e, talvez pelo frio que você nunca gostou, volte no verão para cá. Sei que estava nos momentos felizes e mesmo quando pareço perdido na rua, cruzo com um cachorro que me olha tão intensamente que parece me conhecer há anos. Ele não, mas você sim…

Falam que preciso parar de relembrar o dia que você partiu, mas ainda não consegui tirar o dia 5 de fevereiro de 2014 da cabeça. Quem sabe um dia isso aconteça, mas por enquanto o dia é sombrio, mas tento sempre pensar o melhor de você e de tudo o que vivemos juntos. Fazer o que está ao meu alcance e te mandar todas as vibrações mais perfeitas possíveis, mas saiba que falta você aqui conosco…

Há quatro anos que um pedaço de mim não voltou para casa e ficou contigo. Não sinto falta dessa parte, mas morro de saudade de você. Muita e sempre sentirei.

Te amo para sempre Mika. Um dia eu espero um abraço e um beijo infinito, minha cã…