Usei o Tinder por algum tempo. Se somar as idas e vindas daria uns dois anos…

O importante e a razão disso tudo foram as “aventuras” (ou desventuras) que o Tinder me proporcionou. E foram várias…

Não que o Tinder não tenha valido a pena em nada. Foi interessante conhecer pessoas novas “do zero”. O Tinder te faz conhecer pessoas que você jamais conheceria se estivesse na “vida normal”. Ele faz cruzar gente que até é “igual a você”, mas diferente… Conheci gente temporária, outras que se tornaram amigas, mesmo não rolando nada mais sério. Mas aqui vou focar nas “erradas”, até porque as risadas e a experiência de vida contam muito…

Tudo começou no primeiro encontro que, por já ter seis fotos da menina, achei que estava bom e nem “fucei” melhor no Facebook da dita cuja. A conversa fluía bem no WhatsApp e partimos para o bar para nos conhecermos. Cheguei no horário e ela avisou que iria demorar “uns 5 minutos”. Entrei para encontrar uma mesa vaga, mandei uma foto exatamente do local onde estava sentado e pedi uma cerveja enquanto assistia a um jogo que passava na TV. Os 5 minutos passaram e…

“Oi desculpa a demora!”

– Olho para a pessoa à minha frente e, não a reconhecendo, volto as minhas atenções para o jogo que passava

“Matheus?”

“Sim…”

“Oi! Sou eu!”

“Opa…. Nossa! Desculpa, estava aqui viajando e não reconheci…”

“Sou diferente da foto?”

“Talvez…”

“Ah… As fotos do Tinder eu abusei no Photoshop mesmo… Mas no Face tem algumas lá que estão mais próximas da realidade…”

“Ahn…”

Algumas semanas depois acreditava ter “acertado” na mosca. Conheci a menina, vasculhei todas as redes sociais possíveis “a lá Catfish” e me senti “seguro” em conhecer a menina. Saímos para um bar mais tranquilo, a conversa fluiu e tudo mais. No final de semana seguinte saímos (PELA SEGUNDA VEZ NA VIDA, atente para este detalhe) para uma pizza e coisas mais tranquilas porque ela teria uma prova domingo de manhã… Pouco antes das 22h fui levá-la e depois fui para minha casa e, no caminho, um amigo que mora em outra cidade me manda uma foto no boteco próximo da minha casa. Parei lá para dar um Oi e conversar um pouco…

“Já dormiu Má?”

Envio a foto do boteco e a legenda “O fulano tá aqui em Campinas, no boteco ao lado de casa, vim dar um Oi aqui…”

(SILÊNCIO TOTAL)

Acordo na manhã seguinte e envio educadamente um “Boa prova! Boa sorte… Faz com calma e tudo vai dar certo”

(SILÊNCIO TOTAL)

Após o almoço mando uma nova mensagem “Foi bem? Se quiser depois fazer algo, me avise…”

(SILÊNCIO TOTAL)

Lá pelas 18h30 ela me liga

“Oi, você tá em casa?”

“Sim… Tudo bem?”

“Desce?”

“Tu tá aqui?”

“Sim”

“Sobe pow…”

“Não, prefiro que você desça… É rápido.”

Desço meio desconfiado e temos o Gran Finale:

“Matheus, você precisa aprender a respeitar as pessoas. Eu não sou uma mulher qualquer que você acha por aí… Mereço respeito.”

“O quê?!”

“Você acha que sou trouxa de você me deixar em casa e sair para o boteco com seus amigos?”

“Não entendi…”

“Não sou qualquer para ser trocada pelas costas…”

E por aí se estendeu um monólogo de quase 5 minutos. Interrompi a dita cuja no meio, dei um tapinha nas costas e falei “Passar bem, querida!”. Até porque ter DR na terceira vez que eu vi a menina na vida é sinal que o resto será um inferno.

Teve outra que eu saí duas vezes só para comprovar que a menina realmente tinha um problema sério de educação. No primeiro encontro, depois do sei lá qual copo de cerveja, a mina começa a arrotar “educadamente” (aquela situação de você disfarça o arroto com um assopro para o lado). Dei uma nova chance para ver se era “um problema isolado do dia” ou se era rotina. Era rotina mesmo…

E para finalizar, talvez a “mais assustadora” de todas… Foi uma que não desgrudava logo no primeiro encontro. Sabe menina grude? Desde o momento que ela tomou 3 goles da caipirinha dela, ela não desgrudava do meu braço. Uma hora tentei desvencilhar para ir ao banheiro (e tentar, logicamente, uma posição mais longe) e ela teve a capacidade de MUDAR A MINHA CADEIRA para sentar mais próximo e ainda comentar “Fica mais perto de mim. Tão bom ficar perto de quem a gente gosta!”. Gosta?! Na primeira vez que me viu na vida?! Como assim?! Cara, isso assusta! De verdade…