São as cores bailando para fora do meu espaço, buscando uma liberdade que eu apenas desenhei em linhas escuras…
O vento me despertou e disse para me apressar porque hoje eu encontraria o amor…
Sentindo a dor no peito, acuado com o vento frio das manhãs, caminhando pela escuridão e tentando ser igual a tudo…
E novamente é o dia mais confuso do meu ano. O dia que eu ainda não consigo esquecer, mesmo tentando muito…
Ninguém sabe como uma estrela morre ou o que ela sente em seu último suspiro…
O que parece uma liberdade e uma alegria sem ter qualquer amarra, logo se mostra fútil, raso e completamente falso…
É melhor atender em sua primeira chamada. É melhor não deixar esperando. É melhor seguir sua trilha, porque pode ser a última vez…
É o devaneio de mais um copo solitário naquele lugar tão impessoal e degradável como a minha vida…
É sobre um peso que se sente, mas quase não se nota. É sobre o cansaço de ouvir sempre a mesma voz…