Era um caminho traçado com sonhos e planos tão irrealistas, que pareciam realidade…
E era ali uma linda manhã de inverno. Fria e clara, mas nebulosa em alguns pontos…
De uma janela violeta, foi ditado o cântico do amor platônico…
Era de um azul indefinido de mistérios e prazeres quentes para a pele e todo o desejo que haviam prometido…
Já estava sendo o habitual desse novo mundo, onde tudo acontece de maneiras, intensidades e velocidades diferentes dos habituais…
Parece uma brincadeira inocente e cheia de malícia nas bordas. Parece uma obsessão secreta, mas que se esquece no momento seguinte…
Perdi aquela paixão por encontrar capítulos perdidos no meio da multidão. Perdi a vontade de achar uma poesia incompleta na mesma estrofe que eu…
Seus olhos brilham como se fossem um abismo. Seu sorriso preenche o ar que me aquece, que me faz transpirar, que me faz viver…
A insônia e a angústia por respostas sempre me fizeram refém do álcool…