Eu me vejo naquele menino que brinca com sua bola, imaginando o momento e narrando um sucesso que nunca saiu da sua ilusão…
A cor que entrava pela janela transbordava a verdade da estação. Era a súplica da aquarela que tomava corpo por ali…
O vidro respondeu o contra verso da carta estilhaçada. Foi assim que tudo começou…
Ela quis desabafar o incontrolável. Queria se abrir para um desconhecido de papel…
Os papéis de presente no chão. A música desconhecida. A feira de bugigangas. Os copos partidos…
De uma janela violeta foi ditado o cântico do amor platônico…
O ar gélido congela a face fechada de alegria e agoniza na falta de lembranças…
Um inferno astral que não relaxa até o último suspiro. Um giro solitário de um lobo fora de controle…
Era a lembrança do pecado volátil. O escape perfeito de uma tarde ensolarada com o beijo roubado na dobra da esquina…