Se tudo é igual, por que buscamos o que não conhecemos? Por que contemplamos um desconhecido e infinito universo de probabilidades?
É um vento diferente, que te faz mais perto de mim ao mesmo tempo que te afasta para contemplar o céu limpo…
É como uma aflição prudente, que toma vergonha das situações e enumera os resultados nos olhares que ganha ao ser esquecido…
Nos hemisférios clamam as patadas da voz. Fico fora de contexto, pois a realidade me põe de lado nesta discussão pouco aproveitada…
A vida grita cada hora para vencermos os obstáculos e coletar os pedaços, tentando completar o quebra-cabeça incompleto…
E se pedissem para descrever o dia seguinte de um primeiro pecado? Como seria a história contada?
Traga-me o que dizer e escrever. O que poderia descrever em lira doce e poética, para que tudo fosse diferente daqui…
Pelo fim que você desenha em seu rascunho. É o fim conhecido de uma caminhada que nunca começa…
E era madrugada limpa e deriva…