Era uma pétala de rosa perdida entre toneladas incontáveis de copo de leite…
Ela gostava de sentar-se em sua pequena varanda no fim da tarde. Era o momento que o sol batia e iluminava suas ansiedades…
É da razão da chuva que se transforma o sabor do orvalho…
Poderia ser só mais uma brisa de entardecer quente do inverno. Poderia ser só mais um devaneio inusitado da mente atrapalhada…
Era uma canção triste a menos na vida daquele perdido. Era uma estrofe pesada que deslanchava para um abismo eterno…
Cacos de uma mentira resplandecente numa aurora barrada por inúmeras janelas abertas…
Ela pintava seus lábios sempre com a cor forte do pecado e sorria por pensar qual pecado ela iria cometer na solidão…
Lá fora vem uma tarde furiosa rompendo a luz do sol e correndo contra o seu próprio tempo…
É como um outono doce que baila por ruas desertas com suas folhas caídas e derrotadas pelo tempo…