Me diz uma coisa que você sempre vai lembrar de mim? Foram as primeiras palavras que ela me disse naquela manhã…
A notificação do celular fez a mesa vibrar e os olhos dele correram a mensagem abrindo um sorriso verdadeiro…
E era junho, em uma sexta-feira tão atípica que eu te conheci e não sabia que tinha encontrado mais que isso…
Eu ainda prendo a respiração e sinto aquele calafrio que sentia ao te ver chegar…
A chuva caía no fim de tarde e pintava toda a cena bucólica demais para o enredo existente…
Ela rolou o corpo e saltou da cama. Ainda nua, foi para a sala, pegou o seu cigarro, abriu a janela do quarto sem perguntar e ficou me olhando…
Quem a via pela rua, mal suspeitava a bagunça que se encontrava e vivia – tanto pessoal, quanto emocional…
Havia naquele momento uma delicadeza fora de contexto. Quase que um combustível a ponto de combustão, mas para um lado que fosse controlável…
Ele apenas queria uma companhia para aproveitar o fim de tarde. Ele apenas queria alguém ao seu lado para relaxar…