Era um feriado diferente para mim. Mesmo sem os amigos de sempre, decidi ficar sozinho na minha cidade natal. Era um momento de descanso…
Mesmo que fosse tudo uma mentira. Eu a queria de novo. Mais até do que a própria razão…
Você sorria de uma maneira distante. Eu tinha certeza que isso aconteceria depois de conhecer esse mundo aqui…
“Você sabe até quando vamos?” foi sua primeira frase da primeira manhã que acordamos juntos…
A mesma canção ecoa por baixo da porta fechada. A mesma melodia toma conta do quarto. Escuro, frio, caótico e que respira a mais profunda solidão…
Eu nem sei como começar por aqui. Essa é a primeira vez que escrevo para você. Algo estranho, mas que nunca tive como escrever de nós antes…
“Se soubesse das outras letras, teria criado mil outras histórias, finais e desilusões, mas eu parei naquela letra e nenhuma queimou meu corpo como aquele rapaz…” continuava a velha…
“Talvez eu não precisasse dele, mas precisava ver que existem pessoas ainda vivendo a mesma mágica que eu vivi e que essa espécie de brincadeira é sempre válida e gostosa…”