Depois de tanto sangue e verdade derramados entre os trilhos dessa vida, eu limpo tudo e sigo com minhas próprias feridas…
Poderia ser uma tatuagem daquelas que se apagam com o tempo. Poderia ser uma promessa de fim de carnaval…
Os gritos ensurdeceram o corredor estreito daquela casa. Os cravos brotavam pelos cantos, mas morriam da asfixia daquele predicado cruel…
As folhas caem como sempre fizeram nessa época do ano. O ar é mais frio, cortante em certos momentos, mas ainda assim melhor do que antes…
Era um desabafo pesado, mas sem direcionamento. Era como se a necessidade falasse mais alto que a educação e era sua última opção…
Ninguém sabe como é a morte de uma estrela brilhante e nem quais são as últimas notas tocadas…
Chegamos no vinte e sete de março e o relógio da vida canta alto mais uma vez por aqui…
Tudo parece normal, mas normal mesmo é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum…
Eu sinto o cheiro de sangue ao redor dessa sala. É como o combustível ideal para que ela exploda e me leve novamente para um início que eu nunca saí…