Eu parti sem choro de volta. Parti despedaçado por estilingues infantis, por números desconhecidos e rabiscos de término…
Eu aprendi a olhar, a andar e a sonhar. Aprendi a correr, a viver e a crer. Aprendi a sorrir, me divertir e a dormir…
É como se suas garras fossem hipnotizantes, capazes de unir histórias mal contadas em contos de amor…
Ele estava na varanda do hotel, fumava um cigarro de forma pesada e pensativa; os olhos apontavam para baixo, mas era perceptível que ele estava distante dali…
Escrevo, em forma de confissão, aquilo que realmente me tira o sono por não conseguir compreender…
De um compasso tão perfeito, nos perdemos em uma paixão que deixou mais perguntas do que rabiscos soltos nos lamentos…
É como se, ao vestir as mesmas roupas de antes, o tempo voltasse a ser o mesmo e tudo recomeçasse do zero…
Quando todas aquelas interrogações forem retiradas do caminho, eu recriarei a poesia certa para rimar com o silêncio que nos fez apaixonados…
É como um vento de vidro que sopra para longe do abismo horizontal que se abriu no destino fiel…