Ele era sempre o primeiro cliente daquele café. Um hábito que surgiu do nada e se enraizou na vida de todos ao redor…
As vezes ainda me forço para voltar pelo mesmo caminho que fazia quando ia te levar na sua casa…
Seria fácil escrever sobre você e nossas reviravoltas que tanto poetizam o drama mais emblemático da minha vida…
Então vamos falar sobre o silêncio e lamentar tudo aquilo que não aconteceu…
Já desisti de lutas que me garantiriam histórias fantásticas e glórias quase eternas. Já me despedi sem querer e também deixei respostas engasgadas que consumiram minha energia…
E se pedissem para descrever o dia seguinte de um primeiro pecado? Como seria a história contada?
Ela fez a assinatura na sua obra e a deixou ao sabor do vento. Dizia sempre que não criava nada para si e deixava o destino decidir…
Sinto seu suor banhando minha sombra em curtos espaços. Ouço sussurros esfregando as paredes do meu caminho…
E se tudo isso for uma ilusão? Se nada do que acontece em meus passos for real?