De uma janela violeta, foi ditado o cântico do amor platônico…
Era de um azul indefinido de mistérios e prazeres quentes para a pele e todo o desejo que haviam prometido…
A carta estava em sua porta quando ele a abriu logo pela manhã. Não havia remetente, mas ele sabia de quem era…
Ela dobrava e redobrava o papel da mesma forma há tempo demais. A folha estava toda machucada e marcada demais…
Já estava sendo o habitual desse novo mundo, onde tudo acontece de maneiras, intensidades e velocidades diferentes dos habituais…
Parece uma brincadeira inocente e cheia de malícia nas bordas. Parece uma obsessão secreta, mas que se esquece no momento seguinte…
Perdi aquela paixão por encontrar capítulos perdidos no meio da multidão. Perdi a vontade de achar uma poesia incompleta na mesma estrofe que eu…
Eu ainda prendo a respiração e sinto aquele calafrio que sentia ao te ver chegar…
Seus olhos brilham como se fossem um abismo. Seu sorriso preenche o ar que me aquece, que me faz transpirar, que me faz viver…