Ele sabia que era uma atitude desesperada, mas havia algo naquele momento singular que pedia uma ação diferenciada…
É um caos desornado à beira mar. Como um mar de impossibilidades, fagulhas e centeias que podem criar a destruição jamais sonhada…
Havia naquele momento uma delicadeza fora de contexto. Quase que um combustível a ponto de combustão, mas para um lado que fosse controlável…
Depois das ruas vazias, portas fechadas, medo extremo, incógnitas a mil e muitas perguntas… Tudo começou a voltar ao normal…
Ele gostava daquela sensação do seu copo enchendo e a língua enrolando uma frase mais completa. Era a hora do dia mais aguardada…
Os olhos cintilaram mais uma vez para acomodar a solidão fria. A boca, seca pela angústia, buscava o ardor refrescante nos pingos de saliva que ainda eram produzidos…
Com os barulhos e a sensação de infinito eu pensei em você. Eu me revi ao seu lado, mesmo tudo sendo um sonho…
Já escrevi aqui duas vezes sobre as minhas razões de partir e não ter raízes. E isso talvez seja a minha maior verdade, mas também um dos maiores defeitos…