Talvez seja a frase que eu mais falei durante minha vida. “Caralho, isso me irrita…” seria o título da minha autobiografia…
Eu sei que é feio, mas é real. Eu ignoro pessoas e a razão é puramente matemática…
Mais do que o normal. Mais do que as pessoas realmente precisam. Eu preciso de silêncio e isso inclui uma solidão bem presente…
Nunca presenteio flores e o motivo é um tanto egoísta… Elas morrem e me causa uma estranheza enorme presentear alguém com algo que morre e se vai…
Pode ser algo simples, mas nunca sigo o básico das tradições. Meus dias são diferentes há anos e isso norteia muito o meu entendimento das celebrações…
Eu me vejo naquele menino que brinca com sua bola, imaginando o momento e narrando um sucesso que nunca saiu da sua ilusão…
A cor que entrava pela janela transbordava a verdade da estação. Era a súplica da aquarela que tomava corpo por ali…
O vidro respondeu o contra verso da carta estilhaçada. Foi assim que tudo começou…
Ele apenas queria uma companhia para aproveitar o fim de tarde. Ele apenas queria alguém ao seu lado para relaxar…