Uma porção de abraços e sorrisos melancólicos na saída do bar. Voltei para casa com o refrão certo na cabeça e a promessa que seria tudo igual…
“A mesa é só para um mesmo…” e a garçonete sorri como se fosse algo comum, mas ele percebe que cada vez mais não é…
A mesma canção ecoa por baixo da porta fechada. A mesma melodia toma conta do quarto. Escuro, frio, caótico e que respira a mais profunda solidão…
Por que se despedir se a vida nunca é um ponto final e sim uma leve pausa para uma nova história? Para que se criar uma festa quando o motivo é partir para longe?
Não é poesia, tão pouco algo romântico… Simplesmente beira o trágico, a angústia e até o desespero…
Nunca quis voltar no meio do caminho. Nunca quis marchar para fora de algo que não soubesse desenhar…
Você se foi como chegou. Do nada, sem avisar, intensa e sem razão. Uma conversa mal acabada fez você desligar o telefone e sumir de novo…
É da razão da chuva que se transforma o sabor do orvalho. Pequenas pétalas que pintamos os melhores cartões postais…
É outro idioma, uma nova regra com um sotaque confundível. É a necessidade bebendo da sua melhor fonte. É um riso solto por um brilho de palco…