Só de lembrar, o nervosismo retorna à minha face e eu mal consigo acreditar que o filme todo já terminou sem os créditos necessários…
Eu reabri uma caixa de pandora que eu não imaginava ser tão intensa…
As vezes ainda me forço para voltar pelo mesmo caminho que fazia quando ia te levar na sua casa…
Ela dobrava e redobrava o papel da mesma forma há tempo demais. A folha estava toda machucada e marcada demais…
Já desisti de lutas que me garantiriam histórias fantásticas e glórias quase eternas. Já me despedi sem querer e também deixei respostas engasgadas que consumiram minha energia…
Eu me vejo naquele menino que brinca com sua bola, imaginando o momento e narrando um sucesso que nunca saiu da sua ilusão…
E quando a palavra sofre para achar uma tradução? Quando tudo parece pouco ou muito e se perde a razão?
Tenho um temor constante. O de nunca mais voltar. De nunca mais ver os lugares, pessoas, amigos e sentir um pouco mais do que hoje já sinto…
Sempre gostei de ver o horizonte do caminho escolhido. Sempre pensei que aquela paisagem era a testemunha das minhas andanças…