O crochê era sua atividade predileta, estava em sua vida havia quatro gerações – daquelas coisas que passam da bisavó para a avó, para a mãe, até chegar nela…
O seu sorriso de dia, com os olhos brilhantes e passos seguros na direção certa, mostrava um homem convicto e firme de seu mundo…
Ela chegou do trabalho mais cedo do que o habitual. Não havia um sorriso em seu rosto, mas alguma pequena chama de esperança em seu olhar…
Em qual lugar cheguei com tantas linhas transcritas? Onde finalizei meu último conto para me colocar como personagem de uma história?
Quando ela terminou a frase, parecia que ela iria desabar. Era como se suas forças e convicções estivessem evaporado da sua vida…
Meu sangue gelou quando ela se aproximou novamente de mim. Ela sorria meio sem jeito e talvez fosse a primeira vez que a via daquela maneira…
Era ainda uma cena que me impactava. Depois de quase uma década, finalmente estávamos frente a frente conversando sobre banalidades de uma vida comum…
Escrevo muitos talvez nas linhas abaixo, porque não consigo chegar a conclusões. A cada novo pensamento, uma centena de possibilidades brotam e me confundem ainda mais…
Nem sempre os reais sentimentos ditam uma história longa e recheada na vida. Nem sempre o gostar é forte o suficiente para vencer…