O mundo se mostrou cinza, como uma cidade sem vida. Como um vazio que chega a doer e quebrar todas as paredes que havia construído…
Eu estava bem naquela época. Estranhamente bem e até resolvido sentimentalmente. Há quase dois meses estava saindo com a mesma pessoa e estávamos “vencendo” as etapas e consolidando o nosso relacionamento…
A notificação do celular fez a mesa vibrar e os olhos dele correram a mensagem abrindo um sorriso verdadeiro…
E era junho, em uma sexta-feira tão atípica que eu te conheci e não sabia que tinha encontrado mais que isso…
A carta estava em sua porta quando ele a abriu logo pela manhã. Não havia remetente, mas ele sabia de quem era…
Eu ainda prendo a respiração e sinto aquele calafrio que sentia ao te ver chegar…
A chuva caía no fim de tarde e pintava toda a cena bucólica demais para o enredo existente…
Era nítido que ele esperava alguém no bar porque recusou o garçom quando perguntou se iria beber alguma coisa…
Ela rolou o corpo e saltou da cama. Ainda nua, foi para a sala, pegou o seu cigarro, abriu a janela do quarto sem perguntar e ficou me olhando…