Ela abriu a porta e não encarou seu rosto. Era um misto entre vergonha e tristeza por tudo o que estava acontecendo…
Não foi inesperado, pois tudo poderia acontecer. Todos sabiam que o mundo poderia desabar depois daquele beijo quente…
Seria o relato de uma tragédia anunciada, não fosse pelo sol brilhando lá fora enquanto acordavam assustados…
Não que ela quisesse, mas seria necessário. Ela tinha a curiosidade e prometeu para si mesmo que seria apenas aquela vez…
O primeiro passo se deu no automático. Era uma época diferente e angustiante demais para suportar as diferenças…
O início sempre é a parte que todos lembram, que remonta os acontecimentos e diálogos, mesmo sendo confusos e inaudíveis…
“Pronto Má! Tô livre. Quando nos vemos?” e essa foi a quinta mensagem com o mesmo teor que recebia…
Mesmo que fosse tudo uma mentira. Eu a queria de novo. Mais até do que a própria razão…
“Você sabe até quando vamos?” foi sua primeira frase da primeira manhã que acordamos juntos…