Sabia que a porta estaria aberta. Ela só fechava quando ia dormir. Era o seu jeito de sentir a liberdade…
Era evidente que um dia aconteceria. Era certo que nos viríamos e trocaríamos palavras fulas na noite…
Ela sabia que seria daquele jeito ao estacionar no meio da estrada deserta. Ele estava ali ao lado. Centímetros do seu corpo…
Havia algo em seu olhar que ele não conseguia explicar. Era uma tensão palpável, talvez por conta da força da situação…
Ainda sinto seu perfume em meu quarto, mesmo você nunca tendo estado aqui. É apenas uma parte do meu cruel destino…
É um ciclo vicioso que nunca se fecha. Um eterno início-meio-fim que se repete sem freio…
Foi como todo um novo acontecimento com um mesmo final, que deixa pontas soltas mal colocadas e toda uma história por contar…
Ela abriu a porta e não encarou seu rosto. Era um misto entre vergonha e tristeza por tudo o que estava acontecendo…
“Eu gosto de dias assim… Cinza, nublados e com essa garoa fria. É um momento que somos mais sinceros e intensos com nossos pensamentos…”