Era uma noite quente de um falso inverno, mas que pronunciava algo que ele jamais esqueceria em seus próximos passos…
Mesmo que fosse tudo uma mentira. Eu a queria de novo. Mais até do que a própria razão…
Há 15 anos que não a via e há 20 não falava com ela. Ela era uma doce lembrança de infância, de brincadeiras nas férias no interior. Ela da capital, eu do litoral.
Eu dei por mim no momento da abertura de porta. Parecia algo que nunca havia sonhado – uma mão entrelaçada, um sorriso postado e uma vontade enorme de ser feliz…
Os corpos dos dois se desvencilharam. A voz dela era baixa demais e ele nunca entendia se ela estava sendo superficial ou realista com a situação toda…
O relógio marcava 3h45 da manhã e ela servia a última dose de vodca com suco de uva enquanto me beijava leve e plena…
Ela se levantou e foi ao banheiro pela primeira vez. Eu fiquei ali, sozinho na mesa e avesso a tudo que estava ao redor…
É complicado escrever sobre um beijo que se espera, um abraço que se sonha, um sorriso que se guarda…