O relógio marcava 3h45 da manhã e ela servia a última dose de vodca com suco de uva enquanto me beijava leve e plena…
Ela se levantou e foi ao banheiro pela primeira vez. Eu fiquei ali, sozinho na mesa e avesso a tudo que estava ao redor…
A carta estava em sua porta quando ele a abriu logo pela manhã. Não havia remetente, mas ele sabia de quem era…
Era nítido que ele esperava alguém no bar porque recusou o garçom quando perguntou se iria beber alguma coisa…
Ele chegou ao bar pouco antes do horário combinado e pediu uma água para tentar disfarçar o nervosismo que transbordava em seu rosto…
Matheus se lembraria daquela tarde de domingo por muito tempo. As razões, conversas e o jeito que o sol se foi por dias depois…
Os meses seguintes seguiram uma rotina agradável que não pesava e sem querer estavam conectados sem nenhum compromisso…
Matheus era aquele tipo de pessoa que sonha demais, mas planeja e cumpre suas promessas aos poucos. O que muitos veem como loucura, pode ser uma série de fugas…
Clara era aquele tipo de mulher que muitos veem como determinada, mas não imaginam as cicatrizes que carrega dentro de si…