Foi bom te ver nem que tenha sido por uma foto. Estática, cortada e sem destaque…
Era tarde da noite com a vodca de sempre no copo, com a garrafa vazia encostada na pia da cozinha…
Você se lembra como éramos jovens e tudo se encaixava perfeitamente como música? Ou até mesmo como o sol parecia nunca parar de brilhar, mesmo com a chuva companheira…
Dizem que a quebra de um hábito começa quando refazemos nossa rotina e perdemos a lembrança de antes…
E se você fosse o antônimo de todas as minhas palavras ditas?
Sempre fui do mundo. Sempre em movimento. E por mais mudanças que existam, eu sei que vou sentir falta de onde eu já vivi…
Não tenho uma foto para lembrar da gente. Sua imagem é um borrão de lembrança em um dia de neblina forte e impossível de definir…
Como desvendar os sinais da mulher que você sabe ser a certa e que pode escapar assim que o vento bater para novos horizontes?
Ainda lembro da última noite na praça do início, onde você me fez prometer um abraço no retorno. Logo eu que gosto tanto de promessas…