Eu fui um sonhador mesmo antes de saber o que era sonhar…
Me diz uma coisa que você sempre vai lembrar de mim? Foram as primeiras palavras que ela me disse naquela manhã…
Um envelope selado na esquina da mentira que cruzou na saudade estrangeira…
São cumprimentos ligeiros que fantasiam uma boa dose de histórias ilusórias. Foram beijos roubados em uma tarde de desejos e bebidas proibidas vendidas no mercado negro que ninguém conhecia. Risadas abafadas de sabor amanhecido e mentiras escassas.
Os cabelos cacheados bailavam na brisa fria da noite, os olhos brilhavam com o reflexo de um luar que parecia feito à mão, a blusa levemente aberta desvendando os traços leves de uma tatuagem secreta e ela dizendo sim para tudo o que me vinha à mente.
Ela se evaporou no segundo beijo. O sol brilhando forte em cima das pontadas de ressaca que a cabeça recebia. E ali fiquei com mais um capítulo sem saber o que de fato foi verdade ou mentira da embriaguez solitária que sempre sofri…
Não consigo lembrar quando me acostumei com o silêncio ao não receber nenhuma resposta às minhas saudações…
Por onde andas tão pequena alcarraz que se faz sempre tão longe de meus presentes…
Gosto quando o silêncio é quase palpável. Quase se pode sentir seu preenchimento no espaço aberto…
Essas mãos tremem porque sabem da verdade, sabem da realidade que você acabou forjando para partir do meu mundo…
Eu te amarei até o último suspiro existir neste mundo e em meus sonhos básicos…
Eu sempre busquei uma forma de me reconectar ao nosso passado. Uma forma de ter você de novo…