É uma concha de mentiras que transborda para o inevitável fim…
Ela me dizia que a maneira que conectava músicas aos acontecimentos era maravilhosa, mas seria o meu fim…
E passamos tanto tempo em criar um mundo de possibilidades que esquecemos de calibrar as nossas expectativas…
A realidade é contada e ganha um livro aberto em minha cabeça com diálogos e ações…
Um mês onde as traições afloram, as discussões ganham capítulos extras e as desilusões caminham por aqui…
O que se pode contar de uma história não conhecida? De um conto sem final? De uma música sem notas? De um amor sem ser correspondido?
Folheio as páginas despedaçadas pelas lágrimas, pelos gritos e pela tristeza de um coração que tentava mostrar vida…
A voz que sai da caixa já é desconhecida para mim. O ritmo se foi, o jeito de cantar e encantar está adormecida em algum lugar da minha vida passada…
E era junho, em uma sexta-feira tão atípica que eu te conheci e não sabia que tinha encontrado mais que isso…