Tentou em vão desenhar novos horizontes em velhas sulfites espalhadas pela casa de sempre…
Ele disse “Boa noite”, mas ela respondeu “Adeus…”
Eu brinquei com as águas do passado para que fossem direcionadas para o seu coração…
Era um caminho traçado com sonhos e planos tão irrealistas, que pareciam realidade…
E era ali uma linda manhã de inverno. Fria e clara, mas nebulosa em alguns pontos…
De uma janela violeta, foi ditado o cântico do amor platônico…
Era de um azul indefinido de mistérios e prazeres quentes para a pele e todo o desejo que haviam prometido…
A carta estava em sua porta quando ele a abriu logo pela manhã. Não havia remetente, mas ele sabia de quem era…
Ela dobrava e redobrava o papel da mesma forma há tempo demais. A folha estava toda machucada e marcada demais…