Ele gostava daquela sensação do seu copo enchendo e a língua enrolando uma frase mais completa. Era a hora do dia mais aguardada…
Os olhos cintilaram mais uma vez para acomodar a solidão fria. A boca, seca pela angústia, buscava o ardor refrescante nos pingos de saliva que ainda eram produzidos…
Com os barulhos e a sensação de infinito eu pensei em você. Eu me revi ao seu lado, mesmo tudo sendo um sonho…
Já escrevi aqui duas vezes sobre as minhas razões de partir e não ter raízes. E isso talvez seja a minha maior verdade, mas também um dos maiores defeitos…
Talvez seja a frase que eu mais falei durante minha vida. “Caralho, isso me irrita…” seria o título da minha autobiografia…
Eu sei que é feio, mas é real. Eu ignoro pessoas e a razão é puramente matemática…
Mais do que o normal. Mais do que as pessoas realmente precisam. Eu preciso de silêncio e isso inclui uma solidão bem presente…
Nunca presenteio flores e o motivo é um tanto egoísta… Elas morrem e me causa uma estranheza enorme presentear alguém com algo que morre e se vai…