Sem um amor para cantar. Sem um beijo para relembrar. Sem um coração para culpar…
Novamente um ciclo de vida se inicia e ainda tento me acostumar com as novas sensações…
Ela abriu a porta e não encarou seu rosto. Era um misto entre vergonha e tristeza por tudo o que estava acontecendo…
E quando a palavra sofre para achar uma tradução? Quando tudo parece pouco ou muito e se perde a razão?
Houve um momento entre a dúvida e o prazer. Entre o fechar dos olhos até as lágrimas surgirem…
Era sempre o céu da noite que pintava seus olhos. Era sempre a mesma misteriosa brisa gelada que aquecia seu peito…
Era uma caixa sem vida. Como se o verso tivesse sido cortado no meio e retirado da sua rima inicial…
Esta carta eu envio para uma data desconhecida. Uma data que os anos pesarão de uma maneira singular e os nossos olhos se encontrem novamente…
Se tudo é igual, por que buscamos o que não conhecemos? Por que contemplamos um desconhecido e infinito universo de probabilidades?