Era como um epílogo confuso e destilado. Era uma forma de ser que o corpo já não o aguentava…
Não havia maldade em seu olhar. Era apenas uma curiosidade inquietante que a assombrava…
A vida chuta a face toda hora para que possamos vencer os obstáculos e sempre continuar a seguir…
Eu sempre quis saber o porquê de as coisas serem assim. Sempre quis saber o significado de um sorriso e busquei a felicidade para ambos…
Se falamos que cada rua tem um casal característico e um lobo solitário, obviamente vai ter aquela “velha” que passa boa parte do dia na varanda olhando tudo e tentando descobrir um pouco da vida de todo mundo…
Talvez fosse melhor falar “O louco que de louco nada tem”, porque conhecemos muitos lobos solitários em nossa vida. Talvez na rua que você more, tenha um ou dois desse “exemplar”…
Eu tentei descentralizar os principais da Histórias da Rua da Ladeira, tornando cada parte única e independente, porque acreditava que cada um tem suas próprias ladeiras em vida. Porém, haviam duas pessoas que para mim eram o norte daquela trama, por sua dinâmica e tensões causadas na rua – Era o Casal.
Toda história sempre começa com uma pequena, quase minúscula, faísca que te traz toda a ideia, cenário, personagens e trama. A Rua da Ladeira jamais escaparia dessa fórmula tão manjada e conhecida…
É parte da vida. É o momento que não ansiamos. É o final novamente, quando a gente apenas queria mais dias assim…