Iniciou com um brilho de intensidade distinta. Terminou com o silêncio impossível…
Ela jogou os sonhos pela janela da frente, vendo os voar para um futuro incerto e doloroso no horizonte…
Ele tinha começado o seu caminho sem volta. A definitiva promessa de mudanças que há décadas levava em um papel já amarrotado em seu bolso…
Refiz os meus antigos caminhos para notar as diferenças que ignoramos com a rotina diária…
Era uma pétala de rosa perdida entre toneladas incontáveis de copo de leite…
Ela gostava de sentar-se em sua pequena varanda no fim da tarde. Era o momento que o sol batia e iluminava suas ansiedades…
É da razão da chuva que se transforma o sabor do orvalho…
Poderia ser só mais uma brisa de entardecer quente do inverno. Poderia ser só mais um devaneio inusitado da mente atrapalhada…
Era uma canção triste a menos na vida daquele perdido. Era uma estrofe pesada que deslanchava para um abismo eterno…