Houve um momento entre a dúvida e o prazer. Entre o fechar dos olhos até as lágrimas surgirem…
Era uma caixa sem vida. Como se o verso tivesse sido cortado no meio e retirado da sua rima inicial…
Esta carta eu envio para uma data desconhecida. Uma data que os anos pesarão de uma maneira singular e os nossos olhos se encontrem novamente…
Se tudo é igual, por que buscamos o que não conhecemos? Por que contemplamos um desconhecido e infinito universo de probabilidades?
É um vento diferente, que te faz mais perto de mim ao mesmo tempo que te afasta para contemplar o céu limpo…
É como uma aflição prudente, que toma vergonha das situações e enumera os resultados nos olhares que ganha ao ser esquecido…
Nos hemisférios clamam as patadas da voz. Fico fora de contexto, pois a realidade me põe de lado nesta discussão pouco aproveitada…
A vida grita cada hora para vencermos os obstáculos e coletar os pedaços, tentando completar o quebra-cabeça incompleto…
Traga-me o que dizer e escrever. O que poderia descrever em lira doce e poética, para que tudo fosse diferente daqui…