Daquele momento que parti, o céu estava pontilhado de estrelas adormecidas e que foram as minhas maiores testemunhas…
A dor cresce no peito sempre com um motivo diferente. A torcida é para que não seja nada real…
É uma sensação de fragilidade com um misto de fuga abstrata de uma mentira que há tempos não gera nenhuma novidade…
A folha em branco demonstra a falta de ideia, o abismo crescente do medo de nunca mais preencher uma história…
Me ensina a ser como você quer, me ensina a me perder de uma razão para fazer tais coisas desfeitas…
Os traços carregados sempre contam uma história antiga, talvez uma cantiga ou uma mentira dos tempos dourados…
Hoje é o aniversário daquela odisseia de 29 quilos de bagagem e um punhado infinito de sonhos e planos abstratos…
E é quase impossível escrever, explicar e pontuar momentos difíceis que convivemos com essa distância de quem sempre amamos…
Desligo o telefone que cisma em gritar palavras que eu deveria esquecer ou simplesmente desaparecer dessa estrada que chamo de vida…