Ela sempre marcava os dias de sol. Era como se fossem presentes inesperados que recebia quando acordava…
Podemos conversar sobre as palavras não ditas pelos olhares. Podemos tecer comentários sobre o sabor de um toque de outono…
E quando a palavra sofre para achar uma tradução? Quando tudo parece pouco ou muito e se perde a razão?
Era sempre o céu da noite que pintava seus olhos. Era sempre a mesma misteriosa brisa gelada que aquecia seu peito…
Foi como ela queria. Na verdade, foi como ela sempre imaginou. O convite desfeito que se transformou em um novo caminho para seguir…
Hipnotizado pelo brilho de uma nova constelação em um céu inexistente…
Só abra esse envelope quando estiver prestes a dar seu último suspiro. Apenas quando sentir que seus olhos não sabem de mais nada…
Era um medo que não se palpava. Era uma constante alucinação de algo que nunca havia sido de verdade…
Sem querer a foto ficou poética. Com a cerveja que abriu o sorriso e o sol se mostrando uma coroa em seu corpo escultural…