Era uma estrada complicada demais para descrever e atravessar. As marcas marcavam profundamente durante um tempo maior que o normal…
E ela começou a se perder nas linhas que desenhou, para tentar fugir da inevitável rede de intrigas e falsidade que criou…
A mesma canção ecoa por baixo da porta fechada. A mesma melodia toma conta do quarto. Escuro, frio, caótico e que respira a mais profunda solidão…
Risos ecoando ao longe, após uma nevoa que trouxe mais questionamentos do que razão. Uma boa pitada de poesia intransponível feita de algodão…
Um doce momento, curto e vespertino. Como a brisa que acalma depois de um verão insano. Foi como aquele olhar perdido que não se sustenta por não acreditar mais…
Foi algo congelado por detritos pequenos. Um toque inesperado depois de um sonho acordado. Foi um pingo de realidade no meio de tantos devaneios…
Entre trapos e retalhos de uma vida, com fotos e imagens descritas tão limpas que pareciam o início de um outono…
Um gole a mais, outra partida a menos. Um gole a mais, outra desilusão à mesa. Um gole a mais, outra situação inexplicável…