O mundo se mostrou cinza, como uma cidade sem vida. Como um vazio que chega a doer e quebrar todas as paredes que havia construído…
Eu estava bem naquela época. Estranhamente bem e até resolvido sentimentalmente. Há quase dois meses estava saindo com a mesma pessoa e estávamos “vencendo” as etapas e consolidando o nosso relacionamento…
O que parece uma liberdade e uma alegria sem ter qualquer amarra, logo se mostra fútil, raso e completamente falso…
De happy hour, agora era algo semanal. Do lado dele, a traição havia sido apenas um lampejo e a tentativa do retorno ao normal…
A cada nova publicação ou vídeo postado, mais aumentava sua vontade e admiração pelo seu “paquera”…
A notificação do celular fez a mesa vibrar e os olhos dele correram a mensagem abrindo um sorriso verdadeiro…
Ela me dizia que a maneira que conectava músicas aos acontecimentos era maravilhosa, mas seria o meu fim…
Um mês onde as traições afloram, as discussões ganham capítulos extras e as desilusões caminham por aqui…
E era junho, em uma sexta-feira tão atípica que eu te conheci e não sabia que tinha encontrado mais que isso…