Era um desabafo pesado, mas sem direcionamento. Era como se a necessidade falasse mais alto que a educação e era sua última opção…
Ninguém sabe como é a morte de uma estrela brilhante e nem quais são as últimas notas tocadas…
Ganhei um ranço de gente. Um ranço que me tirou o prazer de conversar ou me relacionar com quem não tem nada a ver com minha vida atual…
Às vezes me perguntam por onde eu andei por todos esses anos. Qual a razão do silêncio imposto sem nenhuma razão para existir…
Um pacote de promessas fáceis de cumprir e uma passagem de ida para um destino completamente acessível para o êxito futuro…
Se alguém o visse caminhando por aquelas ruas, diria que ele vivia por ali. Caminhava sem dúvida, sabendo onde ia e o que buscava nos seus passos…
E ele entra naquela rotina de vestir suas verdadeiras roupas e enfrentar sua realidade fria e cruel durante o fim de semana…
“A mesa é só para um mesmo…” e a garçonete sorri como se fosse algo comum, mas ele percebe que cada vez mais não é…
Era um medo que não se palpava. Era uma constante alucinação de algo que nunca havia sido de verdade…