Talvez fosse melhor falar “O louco que de louco nada tem”, porque conhecemos muitos lobos solitários em nossa vida. Talvez na rua que você more, tenha um ou dois desse “exemplar”…
Eu tentei descentralizar os principais da Histórias da Rua da Ladeira, tornando cada parte única e independente, porque acreditava que cada um tem suas próprias ladeiras em vida. Porém, haviam duas pessoas que para mim eram o norte daquela trama, por sua dinâmica e tensões causadas na rua – Era o Casal.
Toda história sempre começa com uma pequena, quase minúscula, faísca que te traz toda a ideia, cenário, personagens e trama. A Rua da Ladeira jamais escaparia dessa fórmula tão manjada e conhecida…
Ganhei um ranço de gente. Um ranço que me tirou o prazer de conversar ou me relacionar com quem não tem nada a ver com minha vida atual…
Às vezes me perguntam por onde eu andei por todos esses anos. Qual a razão do silêncio imposto sem nenhuma razão para existir…
Um pacote de promessas fáceis de cumprir e uma passagem de ida para um destino completamente acessível para o êxito futuro…
Se alguém o visse caminhando por aquelas ruas, diria que ele vivia por ali. Caminhava sem dúvida, sabendo onde ia e o que buscava nos seus passos…
E ele entra naquela rotina de vestir suas verdadeiras roupas e enfrentar sua realidade fria e cruel durante o fim de semana…
“A mesa é só para um mesmo…” e a garçonete sorri como se fosse algo comum, mas ele percebe que cada vez mais não é…