Tenho um temor constante. O de nunca mais voltar. De nunca mais ver os lugares, pessoas, amigos e sentir um pouco mais do que hoje já sinto…
Foi assim que comecei a trilhar estradas. Traças metas, buscar objetivos e significados. Talvez nem tenha me importado em demasia nas consequências sobre meu passado…
A mesma canção ecoa por baixo da porta fechada. A mesma melodia toma conta do quarto. Escuro, frio, caótico e que respira a mais profunda solidão…
Risos ecoando ao longe, após uma nevoa que trouxe mais questionamentos do que razão. Uma boa pitada de poesia intransponível feita de algodão…
Tenho saudade de outros lugares, sonho com outros destinos e por mais que tente, nunca consigo pensar que aqui é para sempre…