Talvez fosse melhor falar “O louco que de louco nada tem”, porque conhecemos muitos lobos solitários em nossa vida. Talvez na rua que você more, tenha um ou dois desse “exemplar”…
Eu tentei descentralizar os principais da Histórias da Rua da Ladeira, tornando cada parte única e independente, porque acreditava que cada um tem suas próprias ladeiras em vida. Porém, haviam duas pessoas que para mim eram o norte daquela trama, por sua dinâmica e tensões causadas na rua – Era o Casal.
Toda história sempre começa com uma pequena, quase minúscula, faísca que te traz toda a ideia, cenário, personagens e trama. A Rua da Ladeira jamais escaparia dessa fórmula tão manjada e conhecida…
Não existe culpado ou razões para essa mudança. O que antes era intocável e digno de aplausos, hoje ganha contorno de tristezas por vermos que seremos iguais aos que criticamos anos atrás…
Depois de tudo, o que ficou foi o vazio de que fiz de tudo, mas não compreendi nada de ti…
Quis fugir e gritar uma agonia latente. Uma vontade de recomeçar que se perde nas entrelinhas da conversa…
Ele se calou por um instante para contemplar o azul da primavera. Era a primeira vez do ano que o azul vencia o cinza de sempre…
Entre trapos e retalhos de uma vida, com fotos e imagens descritas tão limpas que pareciam o início de um outono…