Trancou a porta do apartamento e desligou o celular. Ele precisava do silêncio para recarregar suas energias e reencontrar seu caminho…
Era a terceira vez na mesma semana que ele fazia o mesmo pedido naquele fast-food. Sorriu ao ver que o ticket não foi impresso, mas seu pedido já estava presente no visor de atendimento…
“A mesa é só para um mesmo…” e a garçonete sorri como se fosse algo comum, mas ele percebe que cada vez mais não é…
Era um medo que não se palpava. Era uma constante alucinação de algo que nunca havia sido de verdade…
Sempre soube que nossa história iria terminar desse jeito. Uma mensagem não respondida, nossas vidas tão diferentes e com uma noite mal dormida como o deleite final…
Eu fui um sonhador mesmo antes de saber o que era sonhar…
Ele ergueu a mão e pediu outra dose. Era o afago de uma alma condenada aos pensamentos perversos…
É chegado o momento de postar o sorriso e sustentar o máximo possível para que mantenha a calma esperada…
É sobre um peso que se sente, mas quase não se nota. É sobre o cansaço de ouvir sempre a mesma voz…