As vezes ainda me forço para voltar pelo mesmo caminho que fazia quando ia te levar na sua casa…
Ele disse “Boa noite”, mas ela respondeu “Adeus…”
Ela dobrava e redobrava o papel da mesma forma há tempo demais. A folha estava toda machucada e marcada demais…
Já desisti de lutas que me garantiriam histórias fantásticas e glórias quase eternas. Já me despedi sem querer e também deixei respostas engasgadas que consumiram minha energia…
Era uma teia de mentira sem fim, onde se perdiam as narrativas e razões. Onde se perdeu inclusive o pouco de realidade que existia…
Eu também sofro. Como qualquer outra pessoa. Sofro com o inconsciente e com tudo que não posso realizar. Sofro e sofro muito…
Ela sempre marcava os dias de sol. Era como se fossem presentes inesperados que recebia quando acordava…
Podemos conversar sobre as palavras não ditas pelos olhares. Podemos tecer comentários sobre o sabor de um toque de outono…
E quando a palavra sofre para achar uma tradução? Quando tudo parece pouco ou muito e se perde a razão?