O relógio marca 2:57 e é a quinta vez na semana que acordava no mesmo horário…
Se alguém o visse caminhando por aquelas ruas, diria que ele vivia por ali. Caminhava sem dúvida, sabendo onde ia e o que buscava nos seus passos…
São explosões como as dos fogos de fins de ano. Celebrando um momento ou apenas o alívio de uma paz que custou em dar as caras…
Eu ainda estou dirigindo para longe desse redemoinho que foi nosso passado. Eu ainda estou tentando fugir das garras da morte sedenta por mim…
Escrevo em primeira pessoa sem saber como mudar o contexto ou a visão de todos os sentimentos e resultados que encontro em meus passos…
Esfriado o reverso da vida. Solidificando mares e seres voadores…
Há dez anos eu perdia o meu grande amor e a razão de muitos dos meus sorrisos involuntários…
E a paranoia se instalou. Chegou de mala e cuia, avisou o fanfarrão e o chefe gostou…
Eu sempre tive um problema sério com nomes. Eu sempre consegui lembrar a cara da pessoa, onde nos conhecemos e algumas histórias longas e divertidas, mas quase nunca os nomes…