Talvez fosse melhor falar “O louco que de louco nada tem”, porque conhecemos muitos lobos solitários em nossa vida. Talvez na rua que você more, tenha um ou dois desse “exemplar”…
Eu tentei descentralizar os principais da Histórias da Rua da Ladeira, tornando cada parte única e independente, porque acreditava que cada um tem suas próprias ladeiras em vida. Porém, haviam duas pessoas que para mim eram o norte daquela trama, por sua dinâmica e tensões causadas na rua – Era o Casal.
Toda história sempre começa com uma pequena, quase minúscula, faísca que te traz toda a ideia, cenário, personagens e trama. A Rua da Ladeira jamais escaparia dessa fórmula tão manjada e conhecida…
É parte da vida. É o momento que não ansiamos. É o final novamente, quando a gente apenas queria mais dias assim…
Nunca sabemos quando será o último momento com os nossos e é essa a pior das incertezas quando pegamos um avião e voltamos para nossa vida…
Vejo com olhos de criança o dia passar sem lápides. Vejo o sol entrando no quarto sem força cortante…
Abri a janela e o coração. O sol inundou o quarto, o coração inundou minha alma…
A poesia deu a partida no carro e seguiu seu caminho desconhecido por entre todas as possibilidades existentes…
É hora de realizar o balanço do ano e reviver memórias, as inúmeras reviravoltas e também as tristezas causadas nos últimos 12 meses…