Ele estava na varanda do hotel, fumava um cigarro de forma pesada e pensativa; os olhos apontavam para baixo, mas era perceptível que ele estava distante dali…
Se alguém o visse caminhando por aquelas ruas, diria que ele vivia por ali. Caminhava sem dúvida, sabendo onde ia e o que buscava nos seus passos…
Há dez anos eu perdia o meu grande amor e a razão de muitos dos meus sorrisos involuntários…
E novamente é o dia mais confuso do meu ano. O dia que eu ainda não consigo esquecer, mesmo tentando muito…
E é quase impossível escrever, explicar e pontuar momentos difíceis que convivemos com essa distância de quem sempre amamos…
Hoje completo oito anos sem sua presença. Sua simples presença que completava minha vida e alegrava todos os meus dias…
Eu me vejo naquele menino que brinca com sua bola, imaginando o momento e narrando um sucesso que nunca saiu da sua ilusão…
Eu tinha medo desse momento. Que era quando eu começaria a esquecer como era ter você por perto e como era seu jeito em algo tão normal…